quinta-feira, 12 de novembro de 2009

HOMEM x MÍDIA – A UNIÃO QUASE PERFEITA








Texto : Gracieli Oliveira


google / photo

O homem não tem limites, uma soma de equívocos, a mídia é a construção desse homem que vive a procura de definições

A relação entre homem e mídia vem de muitos tempos atrás. Essa “amizade” sempre foi responsável para que o homem desenvolvesse seu posicionamento crítico em relação aos acontecimentos que os acerca. A mídia desenvolvendo seu papel de informante e ao mesmo tempo mediadora foi tecendo ao longo dessas décadas uma natural relação de cordialidade com a humanidade.
Com os avanços tecnológicos, mudam-se as formas de “fazer mídia”. Da imprensa de Gutenberg à Web de Bill Gates muito anos se passaram, no entanto, a função da mídia continua a mesma. Mas será que continua mesmo? Será que a função da mídia que era a de informação, sem qualquer finalidade de persuadir ou manipular o espectador acontece de verdade?
Lícia Arena Egger-Moellwald – doutoranda no programa de Comunicação e Semiótica da PUC de São Paulo, Mestre em Comunicação e Mercado, Máster em Tecnologia Educacional e Relações Públicas - faz a seguinte afirmação:

“Os últimos trinta anos da história do homem são marcados, por uma profunda transformação do tempo, da informação e da velocidade, gerando a obsolescência não só das suas criações, mas dele próprio num processo de avanço e retrocesso. O limite do homem contemporâneo é o seu desejo, e a realização desses, a sua capacidade de alterar o real através do uso da tecnologia. A sensação de controle sobre si mesmo e sobre a natureza, o mantém distante da realidade, criando em sua passagem, um rastro de descontrole e destruição, numa sucessão de crises e violências na qual nada passa impune, nem o homem nem a sua criação”. (Convicom, 2005)

Ou seja, o homem não tem limites. O homem é um paradoxo. Ele cria e destrói ao mesmo tempo. As descobertas das novas maneiras de fazer mídias eram para agregar e não para tornar a notícia uma mercadoria. Ao invés de avançar, essas atitudes nos fazem retroceder. A contemporaneidade nos alicerça no argumento de que avançar é preciso, mas não dá bases quando o assunto é o modo correto de fazer mídia.
Temos que ouvir e resignificar tudo isso; dar uma nova significação a tudo que produzimos. Não podemos criar se não temos um senso crítico. Não podemos conviver com algo que não sabemos como utilizá-lo de modo eficiente e eficaz. Ficar parado, esperando que alguém venha e diga o que fazer, não é a maneira mais inteligente de aprender. É necessário que se crie, produza. A mídia existe para nos embasar, e não para nos tornar seres acomodados “espectadores sem senso crítico”.
Hoje o que se percebe é uma dualidade. Homens que usam a mídia apenas para transmitir suas intenções e desejos, esquecendo que há pouco tempo atrás, homem e mídia eram aliados no trabalho de informar e formar opiniões.

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